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Polícia Civil promove a semana da esperança , visando o Dia Internacional da Criança Desaparecida

   A Polícia Civil promove a Semana da Esperança, uma ação em atenção ao Dia Internacional da Criança Desaparecida, lembrado no mundo inteiro no dia 25 de maio. Para marcar a data, a Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida distribuirá aos servidores e aos usuários do serviço um laço de fita verde, como símbolo da esperança por encontrar as crianças desaparecidas. Em Minas Gerais, cerca de 3.500 crianças e adolescentes desaparecem por ano. Em 2016, a taxa de localização foi de 65%. No entanto, muitas dessas crianças já retornaram para casa, mas permanecem sem fazer o registro de localização.

Ao longo da próxima semana, a Polícia Civil também realizará trabalho preventivo e educativo com dicas de prevenção ao desaparecimento; conscientização das famílias sobre seu papel no desaparecimento de crianças e adolescentes; orientações para a população sobre o que fazer no caso de desaparecimento e de localização de pessoas, alertando para as possíveis reincidências de desaparecidos.

Para a delegada Maria Alice Faria “a esperança é que o desaparecimento de crianças, menores de 12 anos, seja banido para sempre. E que os adolescentes tenham, cada vez mais, ambientes familiares saudáveis com direitos sociais garantidos”.
Em 25 de maio é comemorado o Dia Internacional da Criança Desaparecida, que teve suas origens no ano de 1979, quando o garoto Ethan Patz, de Nova Iorque, desapareceu. Ele tinha seis anos de idade e, comovidos, parentes e amigos da família fizeram atos públicos anuais, em busca de respostas sobre o paradeiro do menino. Em 1986, o presidente norte-americano Ronald Reagan decidiu oficializar a data, e ela acabou ganhando alcance internacional.
Foto: PCMG


No Estado
Em Minas Gerais, cerca de 3.500 crianças e adolescentes desaparecem por ano. Graças ao trabalho preventivo e educativo da DRPD, esse número vem reduzindo paulatinamente, ano após ano. Segundo estudo realizado pela Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida, a principal motivação dos desaparecimentos de crianças, até 12 anos, é a disputa irregular de guarda e o descuido em locais com aglomeração de pessoas. Já em relação aos adolescentes, 80% dos desaparecimentos estão relacionados ao conflito familiar e à busca por aventura e/ou liberdade. Desses desaparecimentos, cerca de 30% são reincidentes, ou seja, não é a primeira vez que a criança ou o adolescente desapareceu do convívio familiar.
Com isso, têm-se a importância de alertar os pais e os responsáveis a estarem sempre atentos com as crianças, bem como manterem o diálogo familiar para evitar que os conflitos familiares resultem no desaparecimento da criança ou do adolescente.
Do desaparecimento
Caso a criança ou o adolescente tenha desaparecido, o registro de desaparecimento deve ser imediato. Ele pode ser feito em qualquer unidade da Polícia Civil, da Polícia Militar ou pela Delegacia Virtual, por meio do link https://delegaciavirtual.sids.mg.gov.br/. O registro gera um alerta no sistema da Defesa Social, que permite que qualquer agente saiba que aquela criança ou adolescente está desaparecimento. Caso ele (a) retorne, é importante realizar o registro de localização.
Após o registro é fundamental que um parente de primeiro grau compareça à DRPD para elaboração de um cartaz e iniciar a divulgação do desaparecimento. Basta levar uma fotografia atual, com boa resolução, do rosto do ausente.
A sociedade pode contribuir bastante divulgando os cartazes, compartilhando as imagens pelas redes sociais ou informando pistas sobre o paradeiro dos ausentes pelo 0800 2828 197. 

Dicas para evitar o desaparecimento de crianças e adolescentes:
Tirar a carteira de identidade o mais cedo possível para facilitar a identificação, visto que as digitais são formadas no 6º mês de gestação e permanecem por toda a vida; 
Estar sempre alerta em locais com aglomerado de pessoas e orientá-las a não conversar e nem aceitar nada de desconhecidos;
Orientar os filhos a não aceitarem balas, doces ou carona de desconhecidos.
Manter o diálogo com os filhos para evitar conflitos familiares; 
Colocar no bolso da criança uma identificação com nome e telefone. Principalmente quando estiver em locais com grandes aglomerações de pessoas (praias, festas de fim de ano, shoppings, etc);
Quando a criança já puder articular a fala, deve-se ensiná-la dizer o nome dos pais, telefones e endereço;
Nunca utilizar contatos pessoais para divulgação do desaparecimento da criança ou adolescente. Utilizar sempre o 0800 2828 197.


Fonte : PCMG/divulgação

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